A tarifa será proporcional ao trecho viajado, sendo o teto de R$ 45 para o passageiro que fizer a viagem completa (Sorocaba-São Paulo). Estão previstas viagens a cada 15 minutos no serviço parador em dias úteis, além de cerca de uma viagem a cada hora no serviço expresso.
“A tarifa é quilométrica, quem anda menos paga menos. Quem anda de ponta a ponta, de Sorocaba a São Paulo, paga a tarifa inteira, de no máximo R$ 45, que é um valor competitivo com o que se paga no ônibus. Quem faz um trecho intermediário paga pelo trecho”, diz Augusto Almudin, diretor da Companhia Paulista de Parcerias da SPI.
Segundo ele, a nova ferrovia acompanhará o traçado da antiga linha férrea. “Sempre que possível vamos aproveitar a faixa de domínio existente que, na sua maioria, está livre e desimpedida. Precisa refazer os trilhos, dormentes, rede aérea, construir de novo uma linha onde hoje tem um leito ferroviário desativado. Não dá para utilizar 100% da antiga Estrada de Ferro Sorocabana porque ela é muito sinuosa. Para cumprir o tempo de viagem de uma hora, será preciso retificar alguns trechos do traçado anterior”, diz.
De acordo com Almudin, o TIC vai facilitar a ligação entre a região metropolitana de Sorocaba e a de São Paulo, que hoje enfrenta gargalos logísticos. “O projeto pretende resolver um gargalo de trânsito que a população de Sorocaba enfrenta todo dia, sobretudo quem trabalha ou estuda em São Paulo ou vice-versa. A gente sabe que as rodovias que hoje conectam Sorocaba e São Paulo são quase uma avenida. Tanto a Castello Branco quanto a Raposo Tavares são estruturalmente complicadas, então o TIC é inadiável.”