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Por Thomas Tironi | Motor1
02/04/2026 | 13:18
O Projeto de Lei que previa o retorno da vistoria obrigatória para modelos com mais de cinco anos acaba de ganhar mais um capitulo. O autor do projeto, deputado Fausto Pinato (PP-SP), protocolou oficialmente um requerimento de retirada do Projeto de Lei 3507/2025 da pauta, alegando forte pressão popular e repercussão negativa da medida.
Apresentada no dia 1º de abril, o protocolo de retirada feito pelo deputado Pinato ocorreu em um momento de forte desgaste institucional, após o texto sofrer modificações profundas durante sua passagem pelas comissões da Câmara. O parlamentar justificou o recuo alegando que o projeto original foi desfigurado, gerando interpretações de que estaria sendo criada uma nova obrigação financeira ao cidadão, em vez de apenas organizar procedimentos já previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
No parecer mais recente apresentado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJC), o relator Cezinha de Madureira (PSD-SP) já havia sinalizado o “tiro de misericórdia” técnico na proposta. O relator votou pela inconstitucionalidade total do projeto, apontando vícios insanáveis e afirmando que a medida feria o princípio da razoabilidade ao impor custos extras à população sem uma justificativa técnica suficientemente aprofundada.
Madureira destacou que as emendas aprovadas anteriormente na Comissão de Viação e Transportes (CVT) extrapolaram o escopo inicial, incluindo até inspeções ambientais e delegando competências a empresas privadas. Essa “inovação regulatória” foi vista como uma ameaça à segurança jurídica, uma vez que poderia resultar em cobranças indiretas e novas burocracias para o licenciamento anual de veículos usados.
Mesmo as tentativas de última hora para salvar o texto, como emendas que sugeriam a gratuidade da vistoria em casos de roubo ou clonagem, foram rejeitadas pelo relator na CCJC. Segundo o parecer, tais propostas de isenção de custos não apresentavam estimativa de impacto orçamentário, o que viola as normas de responsabilidade fiscal e inviabiliza a aprovação de qualquer benefício dessa natureza.
Diante da repercussão negativa nas redes sociais, da proximidade das próximas eleições e da impossibilidade de mexer na estrutura jurídica do PL, o deputado Pinato optou pelo arquivamento para evitar maiores desgastes políticos. O deputado afirmou que o tema poderá ser reavaliado no futuro em um ambiente ”mais propício”, mas, por ora, a ideia de exigir vistorias periódicas baseadas na idade do veículo está oficialmente descartada.

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