49 jatos: o acordo histórico de gigantes internacionais para a compra de aeronaves da Embraer

O acordo ocorre em um momento de fortalecimento comercial da Embraer no mercado global, com crescimento nas entregas, expansão do backlog e avanço da família de jatos E2

Por  Anne Silva | Fórum

25/05/2026

49 jatos: o acordo histórico de gigantes internacionais para a compra de aeronaves da Embraer
Embrae E195-E2

A multinacional de arrendamento de aeronaves Azorra, com sede nos EUA, anunciou a conclusão da aquisição de 49 aeronaves da família de E-Jets da Embraer, além de dois motores General Electric CF34 pertencentes à Dubai Aerospace Enterprise (DAE), no que foi considerada uma das maiores transferências de ativos em aviação regional do mundo.

O acordo havia sido firmado ainda em maio de 2025 e foi finalizado um ano depois, em maio de 2026, para a compra de aeronaves já operadas por 12 companhias aéreas diferentes ao redor do mundo.

A operação amplia a presença da Azorra no segmento de jatos regionais e reforça o posicionamento internacional da Embraer em um mercado historicamente dominado por fabricantes como Boeing e Airbus.

Também fazem parte do acordo de aquisição dos jatos dois motores GE Aerospace CF34, amplamente utilizados nos E-Jets da Embraer, que continuarão a ser arrendados a operadores globais, informa a empresa.

A estratégia da companhia é ampliar sua atuação no mercado de arrendamento de aeronaves de corredor único, de menor porte e com maior eficiência operacional. A família E-Jet da Embraer ocupa um nicho estratégico, posicionada entre os turboélices e os grandes narrowbodies, como são classificados os Airbus A320 e Boeing 737.

Os jatos da fabricante brasileira, por sua vez, são adaptados especialmente para mercados regionais, e têm se consolidado principalmente em rotas locais nos Estados Unidos e na Europa, além de já ter sido amplamente adotada na aviação regional asiática, inclusive em aeroportos com restrições de infraestrutura.

A Azorra, companhia surgida na Flórida, é uma gestora de arrendamento (leasing) de aeronaves que também administra ativos do setor. A companhia tem ampliado sua carteira por meio da aquisição de portfólios inteiros de aeronaves e motores. Antes do acordo com a DAE, já havia adquirido ativos da Nordic Aviation Capital e aeronaves da Voyager Aviation Holdings.

Com a conclusão do negócio envolvendo aeronaves da Embraer, o portfólio da empresa ultrapassou 300 ativos entre aeronaves e motores administrados, próprios ou encomendados.

O acordo ocorre em um momento de fortalecimento comercial da Embraer no mercado global, com crescimento nas entregas, expansão do backlog e avanço da família de jatos E2.

Recentemente, a empresa anunciou encomendas importantes envolvendo o E195-E2, incluindo acordos com companhias europeias e operadores regionais.

A DAE, uma das maiores empresas globais de leasing de aeronaves, operava uma carteira relevante de E-Jets da Embraer antes da recente venda desses ativos para a Azorra. Até 2025, a empresa mantinha aproximadamente 50 aeronaves Embraer E-Jets em seu portfólio. Após a venda à companhia norte-americana, a composição da carteira da DAE passou a ser de 45% Boeing, 42% Airbus e 13% ATR, indicando uma mudança de foco em relação aos E-Jets.

Para a Embraer, o acordo é considerado positivo porque amplia a liquidez internacional dos E-Jets e fortalece o mercado secundário das aeronaves, que passam a ganhar maior valor competitivo e confiança entre operadores e empresas de leasing.

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